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December 31 Want you"i want to kiss you,
right now.
on the lips,
on the ears...
everywhere.
i want you against the wall,
i want you in my bed.
i want to hear you say
"bite me".
right now." December 29 Berlin, foi bom o meu fim.São às cinco da tarde
e a noite já resolveu chegar.
Trago meu sol
com dor de garganta
e minhas longas caminhadas de mochila.
Bem-vinda à Berlim!
MünsterCoelhos e porcos espinhos
passeiam pela coberta verde
que é a grama perfeita
dos jardins das Universidades.
Lá dentro dos prédios tijolo escuro
o mundo informático debatético
super educatívico civilizado e modernético
dos estudantes loiros de sábado domingo e feriado.
Algumas quadras ao lado
uma quermesse cheia de luz colorida
o mundo dance brega diversão norte-americana
de maçã do amor tiro à lata
batata frita soco mais forte
montanha russa roda gigante.
Alemães são bonaxões
sabor cerveja.
Da janela de um trem, eu, Emanuela.O mundo passa veloz pelos meus olhos
duzentos e cinqüenta quilômetros por hora
Alemanha
chá quente
sol gelado
laranja intenso.
O véu de inverno
pousa na paisagem
cataventos
rodam tranquilos
balão de ar quente
passeia lento.
Tudo semi-congelando
à espera
de novembro.
.........
Agora que a bola de fogo redonda
deixou de ser
é já tudo cinza
verde escuro
azul com frio de Van Gogh.
(High velocity em algum lugar em Münster e Berlim, 28/10/2007)
Prague ZooComo é bom te ter
Sob a aba do meu chapéu
e com você pintar
de sorrisos
e mãos dadas
o café da manhã
os trilhos do trem
o zoológico todo!
Quem me dera sempre assim
nós, vermelhos
deitados sobre a poesia
e as folhas secas
de Praga.
(Em algum lugar entre Budapest e Salzburg, missing him.)
Like a Rolling StoneMe sinto
a mochila
as luvas
o chapéu.
Andando
redondos
e pesados
pelas ruas da Áustria.
É manhã
domingo cedo.
Eu ouço os sinos
a altura das montanhas
os cafés.
Eu sou minha mochila
meu passe de trem
e as bolas de neve
jogadas em alguém.
Eu sou o Festival longe
doendo úmido
for being alone.
How do you feel?!
Eu sinto apertado
pesado
e livre.
Like a Rolling Stone.
(Em algum lugar entre Innsbruck e Interlaken, 11/11/2007)
December 27 Do Papa.Il cielo non è vuoto. La vita non è un semplice prodotto delle leggi e della casualità della materia, ma in tutto e contemporaneamente al di sopra di tutto c'è una volontà personale, c'è uno Spirito che in Gesù si è rivelato come Amore" Benedetto XVI, Spe Salvi, n. 5 December 26 ComprasEstavam no supermercado. Aquele grande. E ela andava de um lado pra outro, em dilemas sobre a marca da massa ou a sopa em caixinha. Galinha ou abobrinha? Ele a seguia, fielmente. Nao perdia um movimento sequer. De repente, ela sentiu que ele havia parado de andar. Se voltou para tras. E viu os olhos, cheios de lagrimas. Perguntou o que tinha, preocupada. 'Eu vou sentir falta de te ver fazendo compras. Eu amo ver voce lendo embalagens, decidindo, tomando conta de nos dois.' E uma lagrima caiu. Tomar dois Dramins e acordar na CroaciaEla chegou atrasada na estacao de Ancona. Um dia todo atravessando a Italia. Medo de nao encontra-lo nunca mais. Porque ela tinha sido bem ela, bem grossa, via email. Ele nao estaria la. E ela iria sozinha de navio para a Croacia. Tinha certeza. O trem parou interminaveis minutos depois do previsto. Ela foi caminhando, insegura, ao fim da plataforma. E avistou ele. E a mochila. Se aproximou sem dizer palavra. Ele entregou-lhe um chocolate. Uma gaita de boca vermelha. 'Eu pensei que voce nao viria', disse ela. 'Eu nunca cogitei essa possibilidade. Voce esta louca?' E se deram as maos, compraram vinho, pao, sotto oli e tomates. E disseram inumeras vezes o quanto estavam felizes por estarem juntos novamente. O navio partiu. E o vento gelado acariciava. Tinha mar, como dizem os velhos marinheiros italianos. E ela se sentiu mal. Ele pegou remedio pra ela. Dois. Mesmo assim ela vomitou no banheiro. E ele segurou na mao dela a noite toda. Acordaram em Split. A fase mais maravilhosa de suas vidas havia apenas comecado. Via delle AgrumiAquele era o melhor momento do dia. Acordar ao lado dele. E deliciosas duas horas se arrastavam pelos edredons e pela luz que entrava da janela. A luz insular de Ischia. Eu te amo. Eu te amo. E levantava toda faceira. Assim, radiante, preparava o cafe da manha. Para dois. E comiam no terraco. De manga curta em dezembro. Na ilha das laranjeiras, do mar de agua quente, das ruas calmas de interior. Ela desejava cozinhar para ele. Para sempre. SubwayQuando ele a olhou e disse, engasgado, que jurava que aquela nao era aultima vez que eles se veriam, os olhos dela arderam de lagrimas. E em uma expressao de dor ela disse 'por favor'. Ele girou o corpo dela, em direcao a saida do metro. E ela seguiu firme, sem lhar pra tras. Escada rolante a cima, segurando algo que parecia desabar. Ele gritou o nome dela, ela olhou pra tras, e ele sorrindo, entrou no trem. Ela se sentou no chao. E chorou. Na saidaAbriu a porta do elevador. Trim! Ela saia do trabalho, depois de um dia de semi-jornalista. E viu ele, molhado, esperando na sala em frente a recepcao. Um fim de tarde escuro chuvoso de Roma. Ele a olhava com timidez. Ela, na vida real, trabalhando, de roupas limpas e casaco novo. Ele, o garoto ainda com a mochila da viagem. Roupas semi-sujas. Mas ambos pares de os olhos brilharam. Ela estava mais feliz do que nunca. Sendo esperada na porta da radio. Ele mais feliz do que nunca esperando ela na porta da radio. Ela se aproximou, o beijou. Nas maos dele, uma flor. Vermelha. Para nao deixa-la sozinha durante o Natal. December 17 Casa novaEsta manhã eu acordei cedo. Era um lindo dia gelado de sol.
Então eu acordei César, o flor, também. E decidi dar-lhe um presente.
Eu troquei a casa do César. Agora ele está muito mais feliz e espaçoso. No novo vaso.
E se divertidno muito com as novas amigas. As pedras brancas que coloquei enfeitando a superfície da terra.
César é lindo agora.
E então, na sua nova casa, nós celebramos, meu amado, seu aniverário.
Foi uma gostosa festa, mas sentimos, muito a sua falta.
Parabéns. December 15 Nossa história de uma garrafa
Estava com o olhar perdido no mar, e na forte luz do dia ensolarado que a água refletia. Ao mover-se, ele viu uma concha. Pequena. Tao pequeninha que parecia impossível essa sua minúscula existência. E tao linda, tao perfeitinha, de tao rara e pequenininha. Sem pensar duas vezes, deu o achado a sua amada, que cantarolava sentada ao seu lado. "I met my wife in Berlin"Ela sabia quando ele estava estudando o seu rosto. O olhar concentrado, meio científico. Analisava cada detalhe, cada curva. Às vezes percorria com os dedos o osso do seu maxilar. Quando estavam deitados, conversando na cama, e ela fechava os olhos por alguns instantes, ou cochilava por alguns momentos, despertava-se com o olhar dele, analisando-a, admirando-a. Ele queria possuir cada linha, se apropriar de cada detalhe do rosto dela. Primeiro, porque a amava. Segundo, porque deseja intensamente pintar, em aquarela, o rosto de sua mulher. E enviar, em um belo envelope, via correio, a um destino distante. Enviar a imagem de sua amada acompanhada de um pedido. Aos pais dela. O pedido de sua mao em casamento. |
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